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Stress no Trabalho – Burnout

September 4, 2018

 

STRESS NO TRABALHO

A vida humana decorre num mundo em que o stress é um fenómeno comum e familiar. Este, é uma resposta adaptativa dos seres humanos que contribui, de certo modo, para a sua sobrevivência, para um adequado rendimento nas suas actividades e para um desempenho eficaz em muitas situações. Esta resposta pode tornar-se nociva quando se trata de níveis de stress excessivos e difíceis de controlar, cujo as consequências podem-se repercutir a nível físico, psicológico e comportamental. Na atualidade, o grande desafio do Homem moderno é obter o maior rendimento possível sem prejuízo para a sua saúde. Vivemos numa época de competitividade, traçando objetivos por vezes irreais, sendo cada vez mais difícil encontrar equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, a produtividade e a saúde. E, quando um desses elementos não está em harmonia, a qualidade de vida fica prejudicada – sofre a Pessoa, perde a Empresa e desgasta a Família. Todos os estudos na área referem que o stress é um desequilíbrio físico e mental. Se este mesmo desequilíbrio for restabelecido num curto prazo de tempo, não há dano para o organismo. Mas se tal não ocorrer, poderão surgir variadíssimas doenças e consequências graves para o Homem. Na Psicologia, o stress laboral denomina-se por Síndrome de Burnout, definindo-se como uma reacção à tensão emocional crónica gerada a partir do contato direto, excessivo e desgastante ou stressante com o trabalho. Esta patologia faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse relativamente ao trabalho, deixando o mesmo de ter importância, sendo que qualquer esforço da pessoa passa a ser percebido por si própria como inútil. Neste sentido, o Burnout, significa consumir-se em chamas, é um tipo especial de stress ocupacional que se carateriza por profundo sentimento de frustração e exaustão em relação ao trabalho desempenhado, sentimento que aos poucos pode se estender a todas as áreas da vida de uma pessoa.

DEFINIÇÃO DE STRESS NO TRABALHO E BURNOUT

O stress no trabalho pode ser definido como uma resposta natural a eventos que afectam o nosso bem-estar de algum modo. É o que nos permite protegermo-nos através de processos rápidos e automáticos, em situações de perigo. Isso é possível uma vez, que nos permite manter os níveis de atenção e de energia, ultrapassando os desafios diários. Mas… A partir de um determinado momento, o stress deixa de ser benéfico para passar a prejudicar a nossa saúde, afectar o nosso humor, a produtividade, as nossas relações interpessoais e a nossa qualidade de vida! ---- Síndrome de Burnout Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de carácter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, cuja a causa está intimamente ligada à vida profissional.

EUSTRESS VERSUS DISTRESS O stress, a nível médico, é classificado como um mecanismo físico de defesa e adaptação, havendo geralmente um retorno relativamente rápido ao equilíbrio. Contudo, sabe-se hoje que a sua manutenção por um longo período de tempo acabará por conduzir a um esgotamento físico, por saturação dos mecanismos. Foi proposto uma distinção entre 2 tipos distintos de stress – o Eustress e o Distress. O Eustress (stress positivo) consiste em respostas adaptativas e dinamizadoras, havendo a oportunidade de desenvolvimento pessoal, contudo no Distress (stress negativo) há lugar a respostas mal adaptativas e desgastantes, com consequências potencialmente negativas para a saúde. O distress causa normalmente reações fisiológicas características, nomeadamente tremor nas extremidades (mãos e pés), tensão muscular, aceleração cardíaca e aumento da pressão arterial.

FACTORES DE RISCO O stress no trabalho apresenta uma grande diversidade de origens, enquadrando-se em diferentes categorias. Podemos referir os seguintes fatores de risco:

Factores Fisiológicos

  • Condições físicas

  • Trabalho por turnos ou nocturno

  • Carga horária

  • Riscos profissionais

  • Incapacidade para lidar com o stress,

Factores relacionados com a Estrutura e clima Organizacional / Institucional

  • Ambiguidade e conflito de papeis

  • Grau de responsabilidade

  • Horários e prazos

  • Pouca entreajuda

  • Exploração incompleta das potencialidades de cada trabalhador

  • Insegurança quanto à estabilidade profissional e evolução na carreira

  • Falta de consulta e comunicação com o trabalhador

  • Restrições rígidas de comportamento

  • Estilos de liderança (estilo autoritário ou permissivo)

  • Ausência de reforço motivacional e valorização do trabalho realizado

  • Solicitações inadequadas no que diz respeito ao exercício das funções,

  • Falta de apoio por parte de colegas e chefias,

  • Problemas de relacionamento interpessoal (interacção com colegas e chefias)

  • Violência psicológica ou física no local de trabalho.

Fatores pessoais e/ou familiares

  • Dificuldade em conciliar a vida profissional com a vida familiar,

  • Conflitos familiares

  • Crises existenciais ou financeiras

  • Pouca disponibilidade para horas de lazer

Fatores individuais

  • Padrão de Personalidade: Pessoas competitivas, esforçadas, impacientes, com excesso de necessidade em ter o controlo da situação, pouca resistência à frustração.

  • Envolvimento: Pessoas empáticas, agradáveis e sensíveis, com alta dedicação profissional

  • Pessimismo: Pessoas que costumam destacar aspectos negativos, esperam sempre o insucesso e sofrem por antecipação.

  • Perfeccionismo: pessoas muito exigentes consigo próprias e com os outros, intolerância aos erros, insatisfação permanente com os resultados.

AS 3 FASES ORGÁNICAS/FISIOLÓGICAS DO STRESS

FASE DE ALARME - Ativação do sistema simpático e da medula da glândula suprarrenal,

FASE DE RESISTENCIA - Ativação do córtex da glândula suprarrenal,

FASE DE EXAUSTÃO - Reactivação terminal do sistema nervoso vegetativo e da medula da glândula suprarrenal.

PRINCIPAIS SINTOMAS DA SINDROME DE BURNOUT - SINTOMAS EMOCIONAIS

  • Esgotamento

  • Sentimento de fracasso e de impotência

  • Baixa auto-estima

  • Irritabilidade,

  • Ansiedade,

  • Depressão

  • Baixa tolerância à frustração

  • Agressividade

  • Preocupação extrema

  • Desespero

  • Falta de motivação

  • Distanciamento afectivo

  • Diminuição da libido

MANIFESTAÇÕES FISICAS OU PSICOSSOMÁTICAS

  • Fadiga crónica

  • Dores de cabeça

  • Insónia

  • Úlceras digestivas

  • Hipertensão arterial

  • Problemas cardíacos como taquicardia e Arritmias

  • Perda de peso

  • Dores musculares e de coluna,

  • Alergias

  • Perturbações do sono

  • Dificuldades de concentração e de memória,

  • Dores lombares

  • Declínio do sistema imunitário

  • Problemas dermatológicos

ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS

  • Consumo de tabaco (ou aumento do consumo), e de álcool

  • Comportamento agressivo,

  • Faltas ao trabalho

  • Baixo rendimento pessoal

  • Cinismo

  • Impaciência

  • Sentimento de impotência

Medidas que os trabalhadores podem tomar para prevenir ou atenuar o stress no trabalho:

  • Pedir maior responsabilidade na planificação do seu trabalho,

  • Falar com a sua chefia se achar que as responsabilidades não estão bem definidas,

  • Solicitar formação, se a considerarem necessária,

  • Adoptar estilos de vida saudáveis, nomeadamente cuidando da sua saúde, praticando desporto e desenvolvendo atividades de lazer com familiares e/ou amigos – manutenção de uma boa vida social,

  • Não se preocupar com o que não pode ser alterado,

  • Definir prioridades e organizar o dia,

  • Criar um bom ambiente de trabalho,

  • Aprender a relaxar (fazer desporto, dar caminhadas, massagens, etc.)

  • Melhorar a vida sexual.

A nível Institucional/Organizacional, o stress no trabalho pode desenvolver:

  • Elevados níveis de absentismo,

  • Elevada rotatividade de pessoal,

  • Assédio (moral, sexual),

  • Produtividade reduzida,

  • Acidentes de trabalho,

  • Erros e agravamento de custos.

Formas das Organizações/ Instituições atenuarem e prevenirem o stress no trabalho:

  • Adaptar o trabalho à pessoa (nomeadamente adaptando à sua condição física, psicológica, intelectual e formativa),

  • Atenuar o trabalho monótono e repetitivo,

  • Conceder aos trabalhadores tempo suficiente para executarem as suas tarefas,

  • Definir claramente as tarefas,

  • Recompensar os trabalhadores pelo bom desempenho,

  • Permitir que os trabalhadores participem nas decisões que os afectam,

  • Adequar a carga de trabalho às capacidades e recursos de cada trabalhador,

  • Evitar ambiguidades em matéria de segurança de emprego e de perspectivas de carreira.

PREVENÇÃO DO STRESS

Prevenção Primária – EVITAR - Educação e promoção da saúde,

Prevenção Secundária – DETECTAR - Monitorização constante da quantidade e dos efeitos do stress em si próprio,

Prevenção Terciária – TRATAR - Grupos de apoio ou de discussão, psicoterapia, técnicas de relaxamento, apoio médico.

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