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STRESS NO TRABALHO
A vida humana decorre num mundo em que o stress é um fenómeno comum e familiar. Este, é uma resposta adaptativa dos seres humanos que contribui, de certo modo, para a sua sobrevivência, para um adequado rendimento nas suas actividades e para um desempenho eficaz em muitas situações. Esta resposta pode tornar-se nociva quando se trata de níveis de stress excessivos e difíceis de controlar, cujo as consequências podem-se repercutir a nível físico, psicológico e comportamental. Na atualidade, o grande desafio do Homem moderno é obter o maior rendimento possível sem prejuízo para a sua saúde. Vivemos numa época de competitividade, traçando objetivos por vezes irreais, sendo cada vez mais difícil encontrar equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, a produtividade e a saúde. E, quando um desses elementos não está em harmonia, a qualidade de vida fica prejudicada – sofre a Pessoa, perde a Empresa e desgasta a Família. Todos os estudos na área referem que o stress é um desequilíbrio físico e mental. Se este mesmo desequilíbrio for restabelecido num curto prazo de tempo, não há dano para o organismo. Mas se tal não ocorrer, poderão surgir variadíssimas doenças e consequências graves para o Homem. Na Psicologia, o stress laboral denomina-se por Síndrome de Burnout, definindo-se como uma reacção à tensão emocional crónica gerada a partir do contato direto, excessivo e desgastante ou stressante com o trabalho. Esta patologia faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse relativamente ao trabalho, deixando o mesmo de ter importância, sendo que qualquer esforço da pessoa passa a ser percebido por si própria como inútil. Neste sentido, o Burnout, significa consumir-se em chamas, é um tipo especial de stress ocupacional que se carateriza por profundo sentimento de frustração e exaustão em relação ao trabalho desempenhado, sentimento que aos poucos pode se estender a todas as áreas da vida de uma pessoa.
DEFINIÇÃO DE STRESS NO TRABALHO E BURNOUT
O stress no trabalho pode ser definido como uma resposta natural a eventos que afectam o nosso bem-estar de algum modo. É o que nos permite protegermo-nos através de processos rápidos e automáticos, em situações de perigo. Isso é possível uma vez, que nos permite manter os níveis de atenção e de energia, ultrapassando os desafios diários. Mas… A partir de um determinado momento, o stress deixa de ser benéfico para passar a prejudicar a nossa saúde, afectar o nosso humor, a produtividade, as nossas relações interpessoais e a nossa qualidade de vida! ---- Síndrome de Burnout Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de carácter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, cuja a causa está intimamente ligada à vida profissional.
EUSTRESS VERSUS DISTRESS O stress, a nível médico, é classificado como um mecanismo físico de defesa e adaptação, havendo geralmente um retorno relativamente rápido ao equilíbrio. Contudo, sabe-se hoje que a sua manutenção por um longo período de tempo acabará por conduzir a um esgotamento físico, por saturação dos mecanismos. Foi proposto uma distinção entre 2 tipos distintos de stress – o Eustress e o Distress. O Eustress (stress positivo) consiste em respostas adaptativas e dinamizadoras, havendo a oportunidade de desenvolvimento pessoal, contudo no Distress (stress negativo) há lugar a respostas mal adaptativas e desgastantes, com consequências potencialmente negativas para a saúde. O distress causa normalmente reações fisiológicas características, nomeadamente tremor nas extremidades (mãos e pés), tensão muscular, aceleração cardíaca e aumento da pressão arterial.
FACTORES DE RISCO O stress no trabalho apresenta uma grande diversidade de origens, enquadrando-se em diferentes categorias. Podemos referir os seguintes fatores de risco:
Factores Fisiológicos
Condições físicas
Trabalho por turnos ou nocturno
Carga horária
Riscos profissionais
Incapacidade para lidar com o stress,
Factores relacionados com a Estrutura e clima Organizacional / Institucional
Ambiguidade e conflito de papeis
Grau de responsabilidade
Horários e prazos
Pouca entreajuda
Exploração incompleta das potencialidades de cada trabalhador
Insegurança quanto à estabilidade profissional e evolução na carreira
Falta de consulta e comunicação com o trabalhador
Restrições rígidas de comportamento
Estilos de liderança (estilo autoritário ou permissivo)
Ausência de reforço motivacional e valorização do trabalho realizado
Solicitações inadequadas no que diz respeito ao exercício das funções,
Falta de apoio por parte de colegas e chefias,
Problemas de relacionamento interpessoal (interacção com colegas e chefias)
Violência psicológica ou física no local de trabalho.
Fatores pessoais e/ou familiares
Dificuldade em conciliar a vida profissional com a vida familiar,
Conflitos familiares
Crises existenciais ou financeiras
Pouca disponibilidade para horas de lazer
Fatores individuais
Padrão de Personalidade: Pessoas competitivas, esforçadas, impacientes, com excesso de necessidade em ter o controlo da situação, pouca resistência à frustração.
Envolvimento: Pessoas empáticas, agradáveis e sensíveis, com alta dedicação profissional
Pessimismo: Pessoas que costumam destacar aspectos negativos, esperam sempre o insucesso e sofrem por antecipação.
Perfeccionismo: pessoas muito exigentes consigo próprias e com os outros, intolerância aos erros, insatisfação permanente com os resultados.
AS 3 FASES ORGÁNICAS/FISIOLÓGICAS DO STRESS
FASE DE ALARME - Ativação do sistema simpático e da medula da glândula suprarrenal,
FASE DE RESISTENCIA - Ativação do córtex da glândula suprarrenal,
FASE DE EXAUSTÃO - Reactivação terminal do sistema nervoso vegetativo e da medula da glândula suprarrenal.
PRINCIPAIS SINTOMAS DA SINDROME DE BURNOUT - SINTOMAS EMOCIONAIS
Esgotamento
Sentimento de fracasso e de impotência
Baixa auto-estima
Irritabilidade,
Ansiedade,
Depressão
Baixa tolerância à frustração
Agressividade
Preocupação extrema
Desespero
Falta de motivação
Distanciamento afectivo
Diminuição da libido
MANIFESTAÇÕES FISICAS OU PSICOSSOMÁTICAS
Fadiga crónica
Dores de cabeça
Insónia
Úlceras digestivas
Hipertensão arterial
Problemas cardíacos como taquicardia e Arritmias
Perda de peso
Dores musculares e de coluna,
Alergias
Perturbações do sono
Dificuldades de concentração e de memória,
Dores lombares
Declínio do sistema imunitário
Problemas dermatológicos
ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS
Consumo de tabaco (ou aumento do consumo), e de álcool
Comportamento agressivo,
Faltas ao trabalho
Baixo rendimento pessoal
Cinismo
Impaciência
Sentimento de impotência
Medidas que os trabalhadores podem tomar para prevenir ou atenuar o stress no trabalho:
Pedir maior responsabilidade na planificação do seu trabalho,
Falar com a sua chefia se achar que as responsabilidades não estão bem definidas,
Solicitar formação, se a considerarem necessária,
Adoptar estilos de vida saudáveis, nomeadamente cuidando da sua saúde, praticando desporto e desenvolvendo atividades de lazer com familiares e/ou amigos – manutenção de uma boa vida social,
Não se preocupar com o que não pode ser alterado,
Definir prioridades e organizar o dia,
Criar um bom ambiente de trabalho,
Aprender a relaxar (fazer desporto, dar caminhadas, massagens, etc.)
Melhorar a vida sexual.
A nível Institucional/Organizacional, o stress no trabalho pode desenvolver:
Elevados níveis de absentismo,
Elevada rotatividade de pessoal,
Assédio (moral, sexual),
Produtividade reduzida,
Acidentes de trabalho,
Erros e agravamento de custos.
Formas das Organizações/ Instituições atenuarem e prevenirem o stress no trabalho:
Adaptar o trabalho à pessoa (nomeadamente adaptando à sua condição física, psicológica, intelectual e formativa),
Atenuar o trabalho monótono e repetitivo,
Conceder aos trabalhadores tempo suficiente para executarem as suas tarefas,
Definir claramente as tarefas,
Recompensar os trabalhadores pelo bom desempenho,
Permitir que os trabalhadores participem nas decisões que os afectam,
Adequar a carga de trabalho às capacidades e recursos de cada trabalhador,
Evitar ambiguidades em matéria de segurança de emprego e de perspectivas de carreira.
PREVENÇÃO DO STRESS
Prevenção Primária – EVITAR - Educação e promoção da saúde,
Prevenção Secundária – DETECTAR - Monitorização constante da quantidade e dos efeitos do stress em si próprio,
Prevenção Terciária – TRATAR - Grupos de apoio ou de discussão, psicoterapia, técnicas de relaxamento, apoio médico.





